
“Woman with Book”
“A arte é uma mentira
que nos faz
compreender a
verdade”
(frase do mais famoso e
versátil artista do século
XX).

Pablo Diego
José Francisco de Paula Juan Nepomuceno Maria
de los Remedios Cipriano de la Santissima Trinidad Ruiz y
Picasso (1881-1973)
”O que você
acredita que é um artista?
Um imbecil que sé tem olhos se for pintor, ouvidos se for
músico,
ou uma lira em todos os andares do coração se for
poeta?
Muito pelo contrário, ele é ao mesmo tempo um ser
estático,
constantemente em alerta diante dos dilacerantes, ardentes
ou doces acontecimentos do mundo, refletindo-os na forma
como realiza sua obra.
Como seria possível desinteressar-se dos outros
homens?
Graças a qual indolência, dissociar-se de uma vida que
eles lhe trazem
de modo tão abundante? Não, a pintura não
é feita para decorar
apartamentos. Ela é um instrumento de guerra ofensivo
e
defensivo contra o inimigo.”
Em poucas
palavras...
Imprevisível, por isso
polêmico. Inovador, por isso genial.
Inconformado e impaciente, Picasso retratou suas
impressões como vinham à
cabeça, fosse em pinturas, esculturas ou
gravuras.
Nelas refletia-se a perfeição
em reações
desconcertantes, desconfigurações do humano
e cotidianos exageradamente reais.
Inimigo de métodos estabelecidos, disse certa vez que desde
o nascimento desenhou como Rafael, mas só depois de velho
aprendeu a desenhar como criança.
Ardente em todas as obras, eternizou como ninguém suas
percepções entre cores e formas: “há
pessoas que transformam o sol numa simples mancha amarela, mas
há também aquelas que fazem de uma simples mancha
amarela o próprio sol“, disse.
Picasso fazia da mancha o sol_ sem dúvida. Imagino que tenha
sido o tipo de alma inquieta, que passa pela vida sempre
à procura de algo, que nunca cessa de perseguir.
No amor, viveu intensamente relações surreais,
com inúmeras amantes, transpondo estas faces e
personalidades para suas telas.
Retratou a guerra com sensibilidade ímpar e
também sua época: as touradas, o
Mediterrâneo, os corpos nús.
Rompeu com padrões, sobretudo no fim da
vida.
Em tudo que fez, imprimiu veracidade e poesia. Assim foi o melhor
entre os melhores artistas plásticos - na minha
opinião, sendo brilhante e apaixonadamente autêntico,
o tempo
todo.

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